Esquizofrenia. Transtorno espiritual, físico (genético) ou mediunidade?

Atualizado: 27 de Abr de 2018


Ter visões, escutar vozes e sentir a presença de seres não visíveis, mudança na personalidade, catatonia ou sintomas depressivos, são alguns dos possíveis sintomas de esquizofrenia. São, simultaneamente, sintomas que podem ser associados pelo Espiritismo à mediunidade (ouvir e ver coisas que mais ninguém ouve nem vê), ou também à existência de um processo obsessivo grave que pode originar alguns desses sintomas.


Realizar essa diferenciação ainda traz um campo de incertezas para a ciência. É preciso deixar claro que a esquizofrenia existe, independentemente da mediunidade ou dos processos obsessivos, ainda que possa existir concomitantemente com eles. E como diferenciar?


O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra e espírita informa que a melhor forma de distinguir é “a prova terapêutica”. Isto é, estabelecer o tratamento medicamentoso e psicoterápico e associar-lhe o tratamento espiritual, “sobretudo a magnetização pelos passes e água fluidifica, e as terapias de desobsessão” e outras oferecidas pela Doutrina Espírita.


Existem inúmeros fatores internos e externos que podem provocar a doença. Dentre os Internos (traumatismos cranianos, enfermidades infectocontagiosas), externos podemos mencionar os distúrbios familiares, sociais, de trabalho, de relacionamento afetivo).


Mas a esquizofrenia é doença cuja origem está necessariamente na alma inquieta, associada a compromissos espirituais extremamente graves, estando o enfermo profundamente marcado pelo sentimento de culpa em decorrência de um erro do passado não reparado. Assim, a consciência de culpa imprime no perispírito suas impressões que refletem nos genes do corpo físico desde a concepção, impedindo-o de funcionar adequadamente, existindo, portanto, também fatores hereditários, genéticos a influenciarem a doença.


Portanto, como a esquizofrenia é um transtorno espiritual que se manifesta em transtorno mental no corpo físico, a terapia farmacológica e a espiritual são necessárias.


Na esquizofrenia também pode haver um processo obsessivo, interferência de seres desencarnados que foram, por exemplo, vítimas do enfermo e que agora retornam para vingança, a cobrança das faltas, contribuindo para o agravamento da doença e para o surgimento de outras disfunções.


Estudos realizados no Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (Nupes) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apontaram alguns critérios para auxiliar nesse diagnóstico, separando vivência espiritual do transtorno mental.


Na mediunidade observa-se: ausência de outros transtornos, de sofrimento psicológico, de prejuízos sociais e ocupacionais; duração curta da experiência; atitude crítica (ter dúvidas sobre a realidade objetiva da vivência); compatibilidade com o grupo cultural ou religioso do paciente; controle sobre a experiência; crescimento pessoal ao longo do tempo e uma atitude de ajuda aos outros.


Embora ainda haja carência de estudos na área, o estudo do Núcleo nos mostra que a presença dessas condições sugere uma experiência espiritual não patológica. #esquizofrenia #espiritismo #doençapsíquica #transtorno #genético #físico #mediunidade

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