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Primavera de Marta - Mensagem do dia 04.03.2022



Atravessando áridos caminhos no mundo, existem momentos em que julgamos não suportar o fardo de provações e a taça de amarguras.


Em meio a lutas titânicas, os inimigos se multiplicam como moscas vorazes, as dores se tornam agudas e o espesso véu de lágrimas impede a caminhada.


Os amigos desaparecem ou se fazem escassos.


A noite se nos afigura interminável e o dia passa com enorme rapidez.


Quase sempre, refulge em muitos corações a desistência de tudo, colocando uma pá de cal sobre os tormentos voluntários.


Alguns cogitam o suicídio, outros elegem a fuga dos transtornos pelas drogadição alcoólica, anestesiando a consciência em busca do olvido das mazelas experimentadas.


Por que a dor se demora como nossa indesejável inquilina?


Onde Deus, que parece ignorar tantas súplicas de joelho?


Como a Divindade oferta a alguns o êxito e a fama, o sucesso e a fortuna, aplicando aos demais o opróbrio e o látego das aflições contínuas?


Certamente que despossuídos de uma visão mais dilatada da vida, a Providência Divina venha a se nos afigurar um gênio satânico, ofertando flores a alguns poucos e espinhos à grande massa de desvalidos da sorte. Outros, irão considerar que as tragédias do cotidiano e as ocorrências do destino não passarão de fatalidade, ocorrências formuladas pelo acaso, ou imposições do determinismo arbitrário de leis desconhecidas.


Cada um vai reagir de uma forma e pensará conforme seu nível de evolução e compreensão da existência.


Qualquer mínima crença em Deus nos facultará perceber que, sendo Ele a Suprema Inteligência, nada de injusto e tóxico fará para Sua própria criação.

A imortalidade da alma é nossa maior herança, e utilizando-a como plataforma de elucubrações filosóficas, começaremos a perceber que a vida não pode estar unicamente segregada no corpo passageiro. Do berço ao túmulo, a existência é um sopro ligeiro, relâmpago na eternidade. Ninguém condenado ao sofrimento, nem deixado qual locomotiva sem freios sobre trilhos, saindo da estação do nada para lugar nenhum.


O sentido existencial nos dá um objetivo para viver. Metas são estabelecidas.


Sonhos são articulados, projetos saem do papel.


Um filho nos amadurece a responsabilidade. Um lar nos credencia ao patamar da honradez para com os seres sob nosso teto.


A solidariedade nos humaniza.


A fé cultivada, quando lúcida e isenta de fanatismo, nos descortina vastos horizontes de compreensão.


O estudo, que avança além da letra que mata e vai buscar o Espírito que vivifica, dissolve a ignorância e nos credencia a um entendimento cada vez mais dilatado.


A resignação dinâmica, aquela que aceita as ocorrências difíceis e contrárias, sem queixa ou murmúrio, por saber as causas que geram os efeitos, nos blinda contra a rebeldia contumaz contra os acontecimentos infelizes, deles extraindo lições que forram a alma para novos desafios.


As existências corporais são solidárias e em cada uma delas avançamos um pouco mais, resgatando em meio às lutas nossa essência divina, que se achava perdida qual pepita de ouro no cascalho imprestável do rio.


Espírito algum se sublimará sem passar pelos degraus infinitos da evolução. O anjo de agora foi o equivocado de ontem. O peregrino desorientado de hoje encontrará sua escada para ascensão ao mundo maior.


Se presentemente atravessas rudes caminhos, ásperos relacionamentos, difíceis provações, és devedor perante a contabilidade divina.


Ainda em déficit contigo e com a consciência cósmica, nas lutas e nas expiações encontrarás tua carta de alforria, te fazendo librar acima das situações difíceis, preparando teu acesso aos mundos felizes.


Se ambicionas o Reino dos Céus, teu campo de conquista é o mundo, onde presentemente estás situado por Deus para aprender e evoluir, servir e amar.


Se o mundo não te compreender, isto é problema do mundo!


Ele já nos havia advertido que no mundo somente teríamos aflições.


Deus é o supremo amor.


Jesus Cristo, nosso paradigma maior.


Marta

Salvador, 04.03.2022

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