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Primavera de Marta - Mensagem do dia 18.02.2022



Domiciliados no planeta para evoluir e aprender, nem de longe podemos imaginar o peso de nossa influência em outras existências que renteiam com as nossas.


Diariamente, do amanhecer ao início de outra madrugada, estamos sob incessante intercâmbio uns com os outros, seja através do verbo ou das correntes de pensamento. Um posicionamento numa rede social e o mundo parece desabar.


Críticos ferozes e ferinos surgem de toda parte, atacando a postura adotada, inflamando a situação, que pode assumir feições imprevisíveis.


Breve telefonema para alguém que atravessa momento delicado e uma opinião mal colocada pode piorar mais ainda o quadro, por si só já difícil.


Uma roda de conversa surge no ambiente de trabalho e basta um opinativo nosso para criar um mal entendido de consequências devastadoras.


De igual maneira, nem sempre podemos aferir nossa interferência salutar em pessoas próximas ou distante. Um pedido simples de orientação sobre este ou aquele assunto e nosso apontamento cria uma ponte para o otimismo e a alegria.


Um frase bem posta num aplicativo e dentro de minutos uma enxurrada de corações amargurados a nos procurarem o equilíbrio e a sensatez, reativando nesses internautas o otimismo e a confiança.


Alguém que nos procura pessoalmente com graves dificuldades no relacionamento íntimo, se nos abrindo o coração chagado, em busca de um emplastro de renovação e coragem, e sem percebermos, nos tornamos caixa de ressonância de um conselho amistoso, capaz de arrancar a pessoa da aflição e da amargura.


Esses intercâmbios de sombra e luz se dão cotidianamente, sem que os protagonistas se dêem conta do que estão espalhando em derredor dos próprios passos, contudo, quando a consciência se encontra banhada pela luz do amor, nova claridade desponta em todo aquele que se faz mensageiro da esperança.


Sabe, de maneira lúcida, que não está situado no mundo para o murmúrio ou a queixa. Isso o mundo já tem gente demais fazendo. Aceitando o convite de Jesus, torna-se poste na noite escura de muitos peregrinos perdidos, sustentando débil claridade na estrada dos que vagueiam desorientados e aflitos.


Quando instado a falar, maneja o verbo para educar e incentivar, mesmo reconhecendo que a Terra ainda não é o santuário de anjos ou instância de Espíritos superiores. Escrevendo ou digitando, sopesa que seus textos devem conduzir mentes e corações a estágios mais felizes e saudáveis da vida, evitando inocular amargura e negação em quem venha nos examinar os escritos virtuais ou físicos.


Opinando sobre este ou aquele assunto delicado e grave, que diga respeito à vida social, reflete sobre o tema com a serenidade de quem precisa escoimar a flor do espinho, mesmo sabendo que o esporão se encontra nas hastes para resguardar a rosa.


Fala, edificando.


Comenta, destacando o lado bom.


Escreve, iluminando ângulos não vistos.


Critica, apontando alternativas melhores.


Reflete, situando sempre o interesse coletivo acima do individual.


E quando não sabe o que dizer ou percebe que a provocação para se manifestar está sob diretrizes de agentes das sombras, opta pelo silêncio ou pelo sorriso gentil, resguardando a língua na caverna da boca para não ferir ou azedar mais ainda o ambiente já intoxicado.


E quando as circunstâncias parecem nos empurrar para ocasiões difíceis, silencia por instantes e ora, buscando perguntar a si mesmo a magna interrogação:

- E se Jesus estivesse em meu lugar, como responderia essa provocação?


Evoca-O nos instantes decisivos.


Lembra D'Ele nas horas difíceis.


Recorre a Ele quando não saibas o que dizer.


E descobrirás, surpreendido, que Ele optou pelo silêncio em momentos delicados, transferiu para o porvir revelações oportunas e reservou para o tempo aquilo que seus coevos não entenderiam no período em que esteve fisicamente entre nós.


Sugeriu que nosso falar fosse o sim sim, não não, esclarecendo que antes mesmo que peçamos, o Pai já sabe o de que precisamos.


Numa sociedade robotizada, ansiosa e muitas vezes neurótica, nunca o silêncio, o equilíbrio e a serenidade foram tão importantes como nos dias que ora atravessamos.


Serás sempre senhor de teu silêncio, mas quando falares ou escreveres, te tornarás escravo de tuas palavras e letras.


A precipitação é má conselheira. Afasta-te dela!


Segue pelo dia orientando e aconselhando, sugerindo caminhos novos e rumos libertadores e nada te fará perder o senso e a direção, te guiando desde já para os cimos resplandecentes da vida maior.


Marta

Salvador, 18.02.2022

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