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Primavera de Marta - Mensagem do dia 24.11.2022



Nos volumosos anais da história enfileiram-se os heróis da ciência e da cultura, das artes e da filosofia, e muito pouco se acham os anônimos benfeitores da caridade escondida.


Euclides e seus teoremas.

Sócrates e o pensamento da maiêutica.

Fídias e a estatuária de tempos gloriosos.

Galileu e movimentação da Terra em torno do sol.


Newton e suas leis em torno da gravidade.

Einstein e as complexas fórmulas do tempo e do espaço.


E ao tempo destes vultos célebres, andaram igualmente aqueles que fizeram da caridade o seu verdadeiro sentido existencial. Quase nenhum entrou no panteão dos heróis e beneméritos da humanidade. Em vivendo nos tempos presentes uma das suas crises periódicas de valores, o homem curva sua cerviz para o chão do mundo, buscando alguém que possa fechar-lhe as feridas da alma, em meio a tantas vicissitudes.


Lágrimas que descem copiosas daqueles que arrastam andrajos na via pública. Crianças que varam as noites em soluços de fome, sem que suas mães possam providenciar o pão.


Animais abandonados nas ruas e praças assaltam, em desespero, qualquer saco de lixo ali jogado com restos de comida.

E incontáveis dramas ocultos se apresentam na atual civilização super tecnológica, revelando o abismo entre a cultura que se expande para os céus e o sentimento, que se vê pisoteado pela indiferença e pelas contínuas amarguras.


Os relacionamentos afetivos, que se iniciam no jardim das mútuas esperanças e se veem feridos pelos acúleos venenosos do ciúme e da traição.


O abandono deste ou daquele ente querido, a quem a família desterra por pensar diferente da maioria, que enlouqueceu na luxúria e na abundância de recursos monetários.


Os genitores velhos, cuja senilidade já não permite concatenar ideias ou construir raciocínios lógicos, deportados por filhos egoístas para abrigos da terceira idade, atendendo interesses escusos.


E um séquito de dores trespassa a atual população do planeta, envolta nos sombrios mantos da guerra, tendo que viver diariamente os conflitos da convivência difícil.


E os samaritanos surgem de toda parte, diminuindo as dores e semeando a alegria.

Um amigo que ressurge do passado, inundando o rosto com o júbilo do reencontro.


Um conhecido que nos adianta expressiva soma para liquidar aquela dívida que nos ameaçava a paz doméstica.


O grupo de amigos que, sem qualquer rótulo religioso, fizeram da caridade alimentar uma razão para mais apertarem seus laços de afeto, disponibilizando um dia na semana para levarem o farnel ou a sopa suculenta aos miseráveis de qualquer lugar.


E eles também, conquanto poucos, já fazem parte da galeria dos grandes benfeitores da humanidade.

A rainha Isabel, de Portugal, que sem o marido saber, saia escondida do palácio para levar pães e roupas para a orfandade de Lisboa.


Vicente de Paula, que fez da caridade seu ministério junto aos famintos da França.

Damião de Veuster, que abandonara a Bélgica, buscando as ilhas do Havaí, para atender a comunidade de hansenianos, situando sua juventude em Molokai, onde serviu até seu decesso, ocorrido em 1889.

Sim, será na caridade que encontraremos redenção de nós mesmos.


Viemos servir e não sermos servidos.

O modelo e guia da humanidade não pode ser outro que não seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Nele, se concentram as mais sublimes expressões da beneficência, do amor ao próximo e do perdão incondicional.

Nenhum anátema aos que pensam diferente.


Esclarecimento ofertado sempre de acordo com o padrão evolutivo de cada um.

O bem sempre em destaque.

Nenhuma propaganda ruidosa sobre o mal, filho espúrio da ignorância e da rebeldia ante os Sublimes Códigos da Vida.

Da manjedoura ao calvário, uma curta existência dedicada ao bem-estar do semelhante.


Onde esteve, deixou passos luminosos apontando a direção.


As enfermidades D'Ele fugiam. Era a saúde integral.


Com quem esteve, alterou a rota evolutiva.

Fez-se o maior vulto da história, símbolo de amor sem jaça e sabedoria sem presunção.


Imita-O desde já, mesmo que o mundo te apedreje a opção.


E buscando distender a sublime virtude em derredor de teus passos, o encontrarás dentro em breve descrucificado em teu mundo interior, te esbatendo as sombras para que refuljas qual estrela de incomum brilho.


Terás, enfim, entendido que não viveste em vão.


Eunice Weaver e Marta

Salvador, 24.11.2022

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