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Primavera de Marta - Mensagem do dia 27.12.2021

Atualizado: 28 de dez. de 2021



Tanto quanto no pretérito distante, o homem e a mulher dos dias atuais enfrentam desafios parecidos, buscando solução para equacionamento das incógnitas da vida.


Berço e túmulo permanecem indevassáveis. A cada hora milhares de seres se materializam no mundo pelas vias da fecundação e outros milhares se afastam do escafandro biológico pelo impositivo da morte.


Enfermidades na área emocional e psíquica se constituem em tremendo desafio para estudiosos e pesquisadores, que tentam compreender porque o sorriso se converte em lágrimas de uma hora para outra e quais as razões que levam milhões aos estados depressivos, sem causa biológica conhecida.


A incerteza do futuro vigora em muitas almas à semelhança de um espinho teológico e emocional, criando na Terra vasta legião de crianças espirituais.


Não obstante o enorme esforço de cientistas e pesquisadores, uma significativa parcela da população ainda fundamenta suas opiniões em conceitos ultrapassados, em correntes de superstições diversas e deixam-se guiar por falsos profetas.


Quando tantas teorias se apresentam no campo da família, tentando equacionar os variados dramas da convivência debaixo do mesmo teto, pais divergem sobre a educação dos filhos, lutas entre cônjuges resultam em feminicídios cruéis e o divórcio se apresenta, na maioria dos casos, como etapa terminal da união conjugal, produzindo um imenso contingente de traumatizados no terreno frágil das relações familiares.


No campo político e da economia de mercado, as batalhas não são menores. O capitalismo selvagem e o materialismo asfixiante ditam as regras das disputas de poder financeiro, a criarem influentes empresários e conglomerados de poder financeiro descomunal, a se imporem sobre governos e gestores, quase a estabelecer um comando paralelo.


E significativa parcela da sociedade permanece refém dessa manipulação, sem conhecimento profundo dos seus mecanismos de atuação, qual joguete em mãos estranhas.


Não seja de estranhar a crescente massa de pessoas buscando religiões e religiosos, como ovelhas sem pastor, desorientadas em meio ao rolo compressor que atropela tudo e todos, sem piedade alguma.


Inegável que numa sociedade mais esclarecida esse jogo de forças teria freios e contrapesos, gerando um equilíbrio maior. Entretanto, essa avassaladora onda que entorpece milhões e aliena outros tantos ainda é reflexo de nossa inferioridade moral, onde o suposto forte se faz tirano daqueles que se julgam fracos.


A criatura humana ainda desconhece suas potências íntimas e sua capacidade de alterar a estrutura da sociedade onde moureja, na maioria das vezes optando pelo menor esforço ou adotando o comodismo que tolera o crime social.


Os maus e pervertidos se espalham, qual erva daninha em diversos campos da vida, por muitos motivos, mas um deles é a indiferença dos bons, que se quedam torporosos, quais estátuas impassíveis.


Não se propõe incentivo a uma reação armada contra as situações degradantes, atentatórias aos direitos humanos, mas no lugar de reagir, agir no bem, ocupando os espaços vazios que fatalmente serão preenchidos pelos oportunistas de ocasião.


É um dever moral de cada cidadão buscar através dos meios legais e justos a correção da indiferença ou da negligência pública, que atente contra a dignidade da cidadania.


O Cristo jamais ficou indiferente aos problemas de seu tempo, mas não se permitiu incendiar com Seu verbo as almas inflamadas, desejosas de uma revolução banhada em sangue. Atendeu os aflitos, consolou os desesperados e alimentou os famintos, lhes orientando para que agissem no mundo segundo a lei de amor.


Não existe força mais poderosa que esse sentimento, quando se torna alavanca do progresso intelecto-moral, desidratando a agressividade e eliminando a possibilidade da guerra.


Não te creias o único atingido pelas injustiças sociais, nem vítima isolada das injunções tirânicas desses dias de agitação, a fermentar em muitos corações o caldo escuro das revoluções sangrentas.


Sê tu aquele que ama.


Faz de teu verbo estímulo aos caídos.


Usa tua influência para animar os que já desistiram.


E por onde fores, deixa sementes de alegria e esperança no solo de alguns. Elas florescerão em oportuno momento do futuro, e eles entenderão que um anjo jardineiro esteve entre eles sem alarde e sem propaganda ruidosa, legando ao amanhã sem fim a beleza das rosas e o perfume da paz nos corações.


Marta

Juazeiro, 27.12.2021

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