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Primavera de Marta - Mensagem do dia 31.12.2021



Ainda não se estabeleceu um consenso entre pensadores e filósofos, cientistas e teólogos sobre os imensos conflitos que ora se abatem sobre a Terra, em pandemia devastadora. Para alguns, a robotização acelerada vem respondendo pela atual frieza da cultura cibernética, que optou pela tecnologia e vem esfriando o amor nos relacionamentos afetivos. Outros, consideram que afeto e carinho são temas de romances apaixonados, perfeitamente dispensáveis na atualidade, onde o cérebro se engalana na conquista dos lauréis da inteligência. Vozes outras asseguram que a explosão demográfica, a luta por espaços e meios de sobrevivência tem causado a maior parte dos conflitos entre os povos, culminando nas guerras de arrasamento recíproco.


Certamente que cada um terá razão em virtude do ângulo com que observa a jornada humana, justamente num momento de ápice da tecnologia e das conquistas científicas, onde a frieza do cálculo parece anestesiar a força do sentimento.


Não se pode ignorar que de 200 anos para cá conseguimos notáveis avanços em quase todas as áreas do conhecimento humano, mas prosseguem insolúveis as questões da alma, ainda prisioneira de superstições e amarras teológicas impostas por doutrinas estagnadas.


A morte e a continuidade da vida depois do sepulcro. As limitações orgânicas desde o berço, condenando milhões de seres à invalidez e à dependência de outrem, sem que se possa compreender porque Deus oferta a alguns saúde invejável e a outros condena ao rastejamento.


Numa sociedade tão rica de bens e fartura de alimentos, qual a causa da fome que se abate sobre mais de um bilhão de encarnados, desprovidos de condições mínimas de sobrevivência e dignidade?


Tantas terras férteis e vazias, e milhões de apátridas e refugiados em condições aterradoras de indignidade e miséria chocante, sem um lar para lhes salvaguardar a família em desamparo?


Como entender festas e risos estridentes enquanto milhares sucumbem aos esgares da amargura e da carência aviltante?


Religiões que se multiplicam, patrocinando o surgimento de uma casta de religiosos endinheirados e insensíveis, em manipulação vergonhosa das dores e da fragilidade alheia.


São os contrastes de uma civilização que caminha a passos de gigante no conhecimento, olvidando sentir.


Esquecendo na estrada a lição do amor, petrificou o coração e amplificou o cérebro.


*Quanta falta faz Jesus no coração da criatura humana!*


Seus ditos permanecem tão atuais quanto naquele século de Sua passagem entre nós.


As multidões se multiplicaram, as dores sacodem as estruturas frágeis do sentimento e o vazio existencial assalta incontáveis corações.


Nunca se teve tanto.


Em tempo algum, porém, se viu tamanha escassez de valores morais!


Urgente se faz resgatar a mensagem de Jesus, especialmente num momento tão dramático como os dias correntes, onde a enfermidade cruel já arrebatou quase seis milhões de vidas do corpo, encurralando bilhões de outras. Temos um cenário de medo. Inquietação. Expectativas funestas.


Entretanto, o final do ano ressoa como aceno da esperança em direção aos desesperados. Das ignotas regiões do infinito luzes se despejam sobre a Terra em sombras, alumiando a noite escura.


Fascículos de luz, atendendo à invitação do Cristo, mergulham no corpo para restaurar a mensagem do amor, vivendo-a em plenitude. Sinais de renovação arrancam o ser do pessimismo e da descrença.


A Boa Nova estende seu calor por entre os marginalizados e sofridos, os alentando nas trilhas do evoluir.


Se travaste o mínimo contato com as páginas dulçurosas de Jesus, estás alistado no imenso exército de alegria e renovação. Soa em tua alma o inesquecível apelo de Jesus a Simão Bar Jonas:

- Pedro, tu me amas?

- Sim, Mestre, de todo meu coração!

- Apascenta as minhas ovelhas!


Ante o final de um ano civil e começo de novo calendário, torna-te arauto presencial das bênçãos do Evangelho, fecha teu livro do passado e abre teu novo caderno com as sublimes legendas:

- Muito obrigada meu Deus, pelo tesouro da vida, pela jóia do tempo e pela oportunidade de servir!


Avança além do réveillon e escreve em teu livro íntimo novo capítulo de tua história.


Amélia Rodrigues e Marta

Juazeiro, 31.12.2021

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