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Teoria das Manifestações Físicas

Concebe-se facilmente a influência moral dos Espíritos e as relações que possam ter com nossa alma, ou com o Espírito em nós encarnado. Compreende-se que dois seres da mesma natureza possam comunicar-se pelo pensamento, que é um de seus atributos, sem o auxílio dos órgãos da palavra; porém, mais difícil de compreender são os efeitos materiais que eles podem produzir, tais como ruídos, movimentos de corpos sólidos e aparições, sobretudo as tangíveis. Vamos tentar dar a explicação, segundo os próprios Espíritos e conforme a observação dos fatos.

A idéia que fazemos da natureza dos Espíritos torna, à primeira vista, incompreensíveis esses fenômenos. Diz-se que o Espírito é a ausência completa da matéria, portanto não pode agir materialmente; ora, aí está o erro. Interrogados sobre a questão de saber se são imateriais, assim responderam os Espíritos: “Imaterial não é bem o termo, porquanto o Espírito é alguma coisa, sem o que seria o nada. É, se quiserdes, matéria, mas de tal forma etérea que para vós é como se não existisse.” Assim, o Espírito não é, como alguns pensam, uma abstração; é um ser, mas cuja natureza íntima escapa totalmente aos nossos sentidos grosseiros.

Encarnado no corpo, o Espírito constitui a alma; quando o deixa com a morte, não sai despojado de todo o envoltório. Dizem-nos todos que conservam a forma que tinham quando vivos e, de fato, quando nos aparecem, geralmente é sob aquela por que os conhecemos na Terra.

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Allan Kardec – Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos. p. 193,194. N.5; Ano 1,1858. FEB.


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