Transgêneros na visão Espírita


Por que temos visto ultimamente tantas pessoas vindo num gênero sexual que não querem (transgêneros)? Não será um problema de escolha antes da encarnação?


A Organização Mundial de Saúde tirou de seu rol de enfermidades a opção sexual daqueles que optam pelos interesses entre indivíduos do mesmo sexo. Antigamente tratava-se como sendo uma questão psiquiátrica, contudo em face de análises profundas da psicologia do comportamento constatou-se não ser assim. Não consideramos que se trata de uma patologia, nem que signifique um distúrbio de comportamento, nem um castigo Divino, mas representa uma experiência evolutiva, uma opção do Espírito.


Para nós espíritas entendemos que há uma origem espiritual. Lembremos da questão 200 de “O Livro dos Espíritos” onde os Espíritos nos informam que o Espírito é assexuado, através da reencarnação pode vir na polaridade masculina ou feminina, conforme a sua necessidade de aprendizado, pois cada sexo fornece um tipo de experiência, de aptidões e, consequentemente, um tipo de aprendizado, é dizer, cada sexo [experiência masculina ou feminina], proporciona provações e deveres especiais e, assim, ensejo de ganharem experiência. Aquele que só como homem ou mulher encarnasse só saberia o que sabem os homens e ou as mulheres.


Contudo, quando um Espírito reencarna seguidas vezes numa polaridade sexual, como a masculina por exemplo, adquire a psicologia correspondente a sua anatomia e, se de golpe ele reencarna na outra polaridade, ele pode ter a organização feminina, mas a psicologia é ainda masculina. Podemos conservar gostos e tendências de um sexo em especial, nos identificamos mais com um tipo de sexo e isso se faz notar quanto aqui reencarnamos.


É possível também que Espíritos, quando em vidas passadas fizeram mal uso do sexo e dos recursos genésicos, venham com matrizes de comportamento homossexual em novas reencarnações, em função de terem adquiridos uma dívida perante a Justiça Divina. Assim, podemos reencarnar trazendo as velhas matrizes dos vícios em um corpo de sexo diferente, o que propele o Espírito a assumir aquela característica psicológica, sempre diante da necessidade evolutiva de cada um.


O importante é desenvolvermos o respeito às diferenças, sejam elas quais forem, diluirmos o preconceito. Precisamos educar as pessoas para as diferenças e não para a igualdade, quando sabemos lidar com as diferenças nos aproximamos cada vez mais da felicidade eterna. Somos espíritos imortais em constante evolução, não nos tomemos por detentores da justiça ou da moral e dos bons costumes, pois não dispomos do conhecimento e evolução moral para tanto.


O mais importante não é a condição sexual em si, mas a conduta ética que deve viger no comportamento do Espírito, evitando-se a promiscuidade, a prostituição, pois seja ela homo, bi, hétero, trans ou assexuada, é a conduta que poderá gerar processos cármicos a serem resolvidos em vidas futuras.


Não podemos agredir nenhum deles [homossexuais] com os nossos conflitos e com as nossas opções, como não devemos, por outro lado, ficar em conflito, dominados por um preconceito social. Devemos procurar meios éticos para que nossa vida seja feliz na Terra, tanto na condição hétero, homo ou trans.


A família, inclusive, precisa considerar que é um direito da individualidade e, portanto, inalienável. Nós temos os filhos necessários para a nossa evolução e devemos amá-los e ampará-los, pois só o amor pode proporcionar a correta educação e a plenitude. Nem o estímulo nem a repressão. Dialogar e orientar, com apoio moral e psicológico para lidar com esse momento desafiador e estabelecer um canal aberto de comunicação entre os familiares, com equilíbrio e amor.


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