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Primavera de Marta - Mensagem do dia 11.11.2021

Atualizado: 15 de nov. de 2021


Ante o mundo que te assusta com sua volúpia e ansiedade, recorda aqueles que se julgaram detentores do poder e passaram...


Os césares de Roma, desfilando com suas legiões devoradoras, a esmagar povos e nações. Como prêmio da vida, sucumbiram ao pó dos túmulos tristes.


Os chefes bárbaros, que espalharam o terror e o pânico quando de seus fastígios nas estradas do mundo. Sedentos de sangue e rapinagem, em algum momento tombaram ante as enfermidades destruidoras ou foram abatidos por adversários igualmente cruéis.


Recorda os religiosos que supuseram ditar diretrizes para as massas, manipulando a consciência do povo. Vencidos pelo tempo, assistiram, horrorizados, a decrepitude do próprio corpo, os arrastando para a sepultura misérrima.


Os vultos célebres do teatro ou do cinema que se viram projetados no pináculo da fama, e contemplaram a própria queda com a chegada da velhice e da ruína orgânica.


Sim, passaram todos.


Buda proclamava, entre as suas quatro nobres verdades, a impermanência de tudo, esclarecendo que tudo que se tem passa de mão em mão e no mundo estaciona. O que se é segue sempre com quem se sabe ser.


Ufanias e destaques, prestígio e fama são vitrines cheias de fotografias, reluzindo hoje para se apagarem, melancólicas, amanhã.


Os verdadeiros e inatingíveis tesouros são os da alma que compreendeu a essência da vida, nela investindo os valores da boa vontade e da ternura, buscando tornar sua caminhada um poema de serviço ao próximo.


Quem não vive para servir, repetimos, ainda não aprendeu a viver.


O rei Salomão, a quem se atribui a autoria do livro Eclesiastes, capítulos 1 e 2, aborda as inúmeras vaidades da criatura humana, destacando como elas representam a face ainda imatura do ser que não despertou para os grandiosos objetivos da vida.


Desfilando em tua mente os feitos dos grandes conquistadores, anota como foram premiados pela história. Olvido, insignificância, desprezo e repulsa das multidões esmagadas e oprimidas pelas botas destes cabos de guerra. Outros, saíram de cena sem deixar saudade.


Em teu caminhar, elege o serviço desinteressado e anônimo ao próximo como sendo tua meta existencial.


Evita, discreto, as honrarias do mundo, acolhendo tão somente a aprovação de tua consciência, teu maior juiz.


Tanto quanto possível, enxuga uma lágrima alheia, mesmo vertendo as tuas em segredo.


Balsamiza uma ferida emocional em alguém que perdeu o rumo e a direção, ofertando ao desorientado algum mapa que indique o caminho.


Acolhe a criança enjeitada com ternura, abrindo-lhe novamente os portais da esperança.


Dialoga, sem enfado, com o velhinho esquecido, escutando com atenção e carinho suas muitas histórias de vida.


Em qualquer trato de terra, enterra uma semente generosa e frutífera, deixando um legado verde para as gerações futuras.


Drena um pântano, lhes escoando as águas pútridas.


Protege a fonte para os caminheiros sedentos.


Alista-te em alguma atividade de filantropia que promova a dignidade da pessoa humana.


Não permitas fechar teu dia sem que pelo menos uma ação digna conste de teu diário existencial.


E quando dispuseres de algum tempo livre, silencia a casa mental e viaja para teu continente íntimo, ali mergulhando no nutritivo oceano da paz. Retempera tuas forças, refaz tua harmonia, recarrega tuas energias na tomada divina.


Em saindo do êxtase, descobrirás como a vida é bela, que existimos em Deus e N'Ele nos movemos.


Tua existência se tornará um poema de luz e um hino de louvor ao Arquiteto Universal.


Por mais que as tristezas da vida te procurem, por mais que as decepções te ameacem e os adversários te construam ciladas, avançarás em segurança e paz para tua destinação espiritual: sair da condição de iluminado para o estado luminoso.


Serás, enfim, estrela rediviva, clareando o rumo de muitas vidas.


Marta

Salvador, 11.11.2021

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